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sexta-feira, 7 de janeiro de 2011

Decifrando Lisboa


Praça de Espanha

Junto à Praça de Espanha encontra-se a Fundação Calouste Gulbenkian, um importante centro de cultura da capital portuguesa, assim como o Palácio de Palhavã, residência do embaixador de Espanha.
Em plena praça foi reconstruído em 1998 o Arco de São Bento, arco antigamente integrado na Galeria da Esperança do Aqueduto das Águas Livres e que havia sido desmontado do local de origem na rua de São Bento.
A praça é servida pela estação de metro da Praça de Espanha, e partem autocarros para diversos destinos na margem sul do Tejo.

Arco de São Bento

Estátua de Dom José I, Praça do comércio

A Praça do Comércio, mais conhecida por Terreiro do Paço, é uma praça da Baixa de Lisboa situada junto ao rio Tejo, na zona que foi o local do palácio dos reis de Portugal durante cerca de dois séculos. É uma das maiores praças da Europa, com cerca de 36 000 m² (180m x 200m).
Em 1511, o rei D. Manuel I transferiu a sua residência do Castelo de São Jorge para este local junto ao rio. O Paço da Ribeira, bem como a sua biblioteca de 70 000 volumes, foram destruídos pelo terramoto de 1755. Na reconstrução, a praça tornou-se no elemento fundamental do plano do Marquês de Pombal. Os edifícios, com arcadas que circundam a praça, albergam alguns departamentos de vários Ministérios do Governo Português e ainda o famoso café Martinho da Arcada, o mais antigo de Lisboa, e um dos preferidos de Fernando Pessoa.
Um fato interessante são os banhos semanais que ocorriam antigamente no cais, nos quais algumas pessoas ousavam e se banhavam nuas, o que causou indignação na época. No centro da praça, vê-se a estátua equestre de D. José, erigida em 1775 por Joaquim Machado de Castro, o principal escultor português do século XVIII. Ao longo dos anos, a estátua de bronze ganhou uma patina verde. No lado norte da praça, encontra-se o Arco Triunfal da Rua Augusta, a entrada para a Baixa. A área serviu como parque de estacionamento durante a década de 1990, mas hoje este vasto espaço é usado para eventos culturais e espectáculos.


Estação de Santa Apolônia


A Estação Ferroviária de Lisboa, mais conhecida como Estação de Santa apolônia, é uma interface ferroviária que serve a localidade de Lisboa em Portugal.
A fachada principal, simétrica, apresenta-se do estilo neoclássico, como pode ser comprovado pela decoração das sacadas, pelo frontão e arquitrave, os arcos de volta perfeita e a saliência no módulo principal. A nave da estação tem 117 metros de comprimento, 24,60 metros de largura e uma altura máxima de 13 metros. Os materiais utilizados na sua construção foram alvenaria de tijolo, cantaria de calcário, ferro forjado, madeira (pinho) e vidro.



Situado no extremo norte da Avenida da Liberdade, no topo da Praça Marquês do Pombal, este é o maior parque de Lisboa. De início denominado Parque da Liberdade, foi rebaptizado com o nome do Rei de Inglaterra que, em 1903, veio a Lisboa para reafirmar a aliança entre os dois Países.
Com vinte e cinco hectares, desenvolve-se ao longo de um eixo central materializado na grande alameda com uma grande vertente relvada, oferecendo recantos únicos e várias valências.
No canto Noroeste, situa-se a Estufa Fria. Perto, um lago com grandes carpas e um parque para crianças com a forma de um galeão.
No lado leste situa-se o Pavilhão Carlos Lopes, construído em 1932, palco de variados diversos.
No topo encontra-se o Monumento ao 25 de Abril, da autoria de João Cutileiro, seguido pelo Jardim Amália Rodrigues e um miradouro monumental, que possui espectaculares vistas sobre o castelo de S. Jorge, a Baixa Pombalina e, claro, o Rio Tejo.
O Parque apresenta muitas outras valências, tais como restaurantes, esplanada, coreto, parque de merendas, campo de ténis, ginásio, piscina, e é igualmente palco de outros acontecimentos, como a famosa Feira Anual do Livro.


Parque Eduardo VII



Praça Pedro Álvarez Cabral, memorial ao descobridor do Brasil, em 1500




O Pastel de Belém é o doce mais famoso de Portugal, conhecido no Brasil como Pastel de Nata. Só que em Lisboa, tem um sabor diferente. E é na Fábrica dos Pastéis de Belém que ele parece ainda mais original.
O lugar, fundado em 1837, está no mesmo bairro da Torre de Belém e do Mosteiro dos Jerónimos. Aproveite a visita à região e prepare-se para enfrentar a fila que geralmente há na entrada da confeitaria. Mas vale a pena esperar. O lugar é um clássico, o doce é feito na hora e sai quentinho. Na saída você pode comprar uma caixinha com pastéis para levar pra casa.

Pastéis de Belém, com açucar e canela

Em 1837, em Belém, próximo ao Mosteiro dos Jerónimos, numa tentativa de subsistência, os clérigos do mosteiro puseram à venda numa loja precisamente uns pastéis de nata. Nessa época, a zona de Belém ficava longe da cidade de Lisboa e o seu acesso era assegurado por barcos a vapor. A presença do Mosteiro dos Jerónimos e da Torre de Belém atraíam inúmeros turistas que depressa se habituaram aos pastéis de Belém.
Na sequência da revolução liberal de 1820, em 1834 o mosteiro fechou. O pasteleiro do convento decidiu vender a receita ao empresário português vindo do Brasil Domingos Rafael Alves, continuando até hoje na posse dos seus descendentes.
No início os pastéis foram postos à venda numa refinaria de açúcar situada próximo do Mosteiro dos Jerónimos. Em 1837 foram inauguradas as instalações num anexo, então transformado em pastelaria, a "A antiga confeitaria de Belém". Desde então, aqui se vem trabalhando ininterruptamente, confeccionando cerca de 15.000 pastéis por dia. A receita, transmitida e exclusivamente conhecida pelos mestres pasteleiros que os fabricam artesanalmente na Oficina do Segredo, mantém-se igual até aos dias de hoje. Tanto a receita original como o nome "Pastéis de Belém" estão patenteados.

Produção em série artesanal

Azuleijos portugueses de 1669

Bolo Rei

Pasteizinhos de Belém, divino!!!!



A ideia da construção do Monumento a Cristo Rei surge em 1934, quando de uma visita ao Brasil do então Cardeal Patriarca de Lisboa, D. Manuel Gonçalves Cerejeira. Ao passar pelo Rio de Janeiro, viu a imponente imagem de Cristo Redentor do Corcovado e logo no seu coração nasceu o desejo de construir semelhante obra em frente a Lisboa. Em 1936, a ideia de construir o Monumento a Cristo Rei foi transmitida ao “Apostolado de Oração”, que a acolheu entusiasticamente. Para ser Nacional, o Monumento precisava de aprovação e cooperação de todos os Bispos Portugueses. Tal sensibilização aos Bispos é conseguida, sendo proclamada oficialmente na Pastoral Coletiva da Quaresma de 1937.

Memorial : Cristo Rei, ao lado esquerdo do Rio Tejo



A 17 de Maio de 1959 (Dia de Pentecostes) perante a imagem de Nossa Senhora de Fátima, com a participação de todo o Episcopado Português, os Cardeais do Rio de Janeiro e de Lourenço Marques (Maputo), autoridades civis e de 300 mil pessoas, inaugurou-se o Monumento. Sua Santidade, o Papa João XXIII fez-se presente por Radiomensagem. Na ocasião, o Cardeal Cerejeira fez uma consideração eloquente: "Este será sempre um sinal de Gratidão Nacional pelo dom da Paz".
Importa referir que a imagem de Cristo Rei é da autoria de Mestre Francisco Franco e a imagem de Nossa Senhora da Paz, que se encontra na Capela do Monumento, é do Mestre Leopoldo de Almeida, sendo que o projecto tem como autores o arquitecto António Lino e o Engenheiro D. Francisco de Mello e Castro.
O Monumento de Cristo Rei é um farol divino, uma mensagem de amor, uma grandiosa profissão de Fé!

Capela no interior do Cristo Rei

Homenagem da Embaixada brasileira à Portugal em 1975, um quadro de Nossa Senhora Aparecida



Mosteiro dos Jerônimos

O Mosteiro dos Jerônimos é um mosteiro manuelino, testemunho monumental da riqueza dos Descobrimentos portugueses. Situa-se em Belém, Lisboa, à entrada do Rio Tejo. Constitui o ponto mais alto da arquitectura manuelina e o mais notável conjunto monástico do século XVI em Portugal e uma das principais igrejas-salão da Europa.
Destacam-se o seu claustro, completo em 1544, e a porta sul, de complexo desenho geométrico, virada para o rio Tejo. Os elementos decorativos são repletos de símbolos da arte da navegação e de esculturas de plantas e animais exóticos. O monumento é considerado património mundial pela UNESCO, e em 7 de Julho de 2007 foi eleito como uma das sete maravilhas de Portugal.


Encomendado pelo rei D. Manuel I, pouco depois de Vasco da Gama ter regressado da sua viagem à Índia, foi financiado em grande parte pelos lucros do comércio de especiarias. Escolhido o local, junto ao rio em Santa Maria de Belém, em 1502 é iniciada a obra com vários arquitectos e construtores, entre eles Diogo Boitaca (plano inicial e parte da execução) e João de Castilho (abóbadas das naves e do transepto – esta com uma rede de nervuras em forma de estrela –, pilares, porta sul, sacristia e fachada) que substitui o primeiro em 1516/17. No reinado de D. João III foi acrescentado o coro alto.

Sepulcro do escritor português, Luiz Vaz de Camões

Mosteiro, interior

Deriva o nome de ter sido entregue à Ordem de São Jerônimo, nele estabelecida até 1834. Sobreviveu ao sismo de 1755 mas foi danificado pelas tropas invasoras francesas enviadas por Napoleão Bonaparte no início do século XIX.
Inclui, entre outros, os túmulos dos reis D. Manuel I e sua mulher, D. Maria, D. João III e sua mulher D. Catarina, D. Sebastião e D. Henrique e ainda os de Vasco da Gama, de Luís Vaz de Camões, de Alexandre Herculano e de Fernando Pessoa.


Após 1834, com a expulsão das Ordens Religiosas, o templo dos Jerônimos foi destinado a Igreja Paroquial da Freguesia de Santa Maria de Belém.
Numa extensão construída em 1850 está localizado o Museu Nacional de Arqueologia. O Museu de Marinha situa-se na ala oeste.
Integrou, em 1983, a XVII Exposição Europeia de Arte Ciência e Cultura.

Capela do Mosteiro dos Jerônimos, arquitetura ímpar.



A rica Porcelana portuguesa



Monumento do descobrimento


O Monumento aos Descobrimentos, popularmente conhecido como Padrão dos Descobrimentos, localiza-se na freguesia de Belém, na cidade e Distrito de Lisboa, em Portugal.
Em posição destacada na margem direita do rio Tejo, o monumento foi erguido para homenagear os elementos envolvidos no processo dos Descobrimentos portugueses.

O monumento original foi encomendado pelo regime de António de Oliveira Salazar aos arquitectos Cottinelli Telmo (1897-1948) e Leopoldo de Almeida (1898-1975), para a Exposição do Mundo Português (1940), e desmontado em 1958.
O atual, uma réplica do anterior, foi erguido em betão com esculturas em pedra de lioz, erguendo-se a 50 metros de altura. Foi inaugurado em 1960, no contexto das comemorações dos quinhentos anos da morte do Infante D. Henrique, o Navegador.

O monumento tem a forma de uma caravela estilizada, com o escudo de Portugal nos lados e a espada da Casa Real de Avis sobre a entrada. D. Henrique, o Navegador, ergue-se à proa, com uma caravela nas mãos. Em duas filas descendentes, de cada lado do monumento, estão as estátuas de heróis portugueses ligados aos Descobrimentos. Na face ocidental encontram-se o poeta Camões, com um exemplar de Os Lusíadas, o pintor Nuno Gonçalves com uma paleta, bem como famosos navegadores, cartógrafos e reis.

Torre de Belém

A Torre de Belém é um dos monumentos mais expressivos da cidade de Lisboa. Localiza-se na margem direita do rio Tejo, onde existiu outrora a praia de Belém. Inicialmente cercada pelas águas em todo o seu perímetro, progressivamente foi envolvida pela praia, até se incorporar hoje à terra firme.
O monumento se destaca pelo nacionalismo implícito, visto que é todo rodeado por decorações do Brasão de armas de Portugal, incluindo inscrições de cruzes da Ordem de Cristo nas janelas de baluarte; tais características remetem principalmente à arquitetura típica de uma época em que o país era uma potência global (a do início da Idade Moderna).
Classificada como Património Mundial pela UNESCO, em 7 de Julho de 2007 foi eleita como uma das Sete maravilhas de Portugal.

O monumento reflete influências islâmicas e orientais, que caracterizam o estilo manuelino e marca o fim da tradição medieval das torres de menagem, ensaiando um dos primeiros baluartes para artilharia no país.
Parte da sua beleza reside na decoração exterior, adornada com cordas e nós esculpidas em pedra, galerias abertas, torres de vigia no estilo mourisco e ameias em forma de escudos decoradas com esferas armilares, a cruz da Ordem de Cristo e elementos naturalistas, como um rinoceronte, alusivos às navegações. O interior gótico, por baixo do terraço, que serviu como armaria e prisão, é muito austero.
A sua estrutura compõe-se de dois elementos principais: a torre e o baluarte. Nos ângulos do terraço da torre e do baluarte, sobressaem guaritas cilíndricas coroadas por cúpulas de gomos, ricamente decorada em cantaria de pedra.

Interior da Torre de Belém


Almocinho básico português...delícia, que não era Mc Donald's

Bondinho elétrico


Castelo de São Jorge

O Castelo de São Jorge localiza-se na freguesia do Castelo, na cidade, concelho e Distrito de Lisboa, em Portugal.
Primitivamente conhecido simplesmente como Castelo dos Mouros, ergue-se em posição dominante sobre a mais alta colina do centro histórico, proporcionando aos visitantes uma das mais belas vistas sobre a cidade e o estuário do rio Tejo.

O Castelo de São Jorge é um sítio encantado, uma encantadora cidadela onde ainda se encontram gansos e patos a passear pelos jardins do castelo. Em tempos usado como fortaleza, é hoje casa de muitas famílias e é com certeza um local a não perder!
Os visitantes podem subir às torres, passear pelas plataformas das muralhas e deliciar-se com as espectaculares vistas sobre Lisboa e o Rio Tejo, enquanto os residentes desta pitoresca zona de Lisboa passam o seu tempo a jogar às cartas debaixo das árvores.

A bela Lisboa

Conquistado pelos Mouros em 1147, o Castelo de São Jorge estende-se por uma área de aproximadamente 6000 metros quadrados, incluindo diversas torres, vigias, um fosso (agora seco) e duas praças divididas por uma muralha interior, mas com uma porta comunicante.
Algo a não perder neste castelo é a Casa Ogival, com os seus cinco arcos ogivais, onde pode ver a porta do século XVII que fazia a ligação às prisões outrora existentes aqui.
A simbiose entre o castelo e a paisagem não podia ser mais perfeita. Devido ao seu passado histórico e às fascinantes vistas que oferece, este é o local ideal para uma tarde bem passada!


Porta do sol

O Miradouro das Portas do Sol é a varanda que todos os lisboetas gostariam de ter na sua casa. A vista mágnifica da cidade de Lisboa, combina na perfeição com a vista igualmente mágnifica do Rio Tejo.
Entre vários pontos de interesse, permite-nos observar a Igreja de São Vicente e todo o Bairro de Alfama que se estende por ruas estreitas e sinuosas até ao rio.



Monumento à Marquês de Pombal

A Praça Marquês de Pombal situa-se entre a Avenida da Liberdade e o Parque Eduardo VII. No centro ergue-se o monumento a Marquês de Pombal, inaugurado em 1934.
Sob a praça passa o Túnel do Marquês, extenso túnel rodoviário que liga o eixo da Avenida Fontes Pereira de Melo com a auto-estrada A5 e que se destina a servir os automobilistas dos concelhos a oeste de Lisboa.

O despótico estadista, que conduziu o país para a Era do Iluminismo, governou entre 1750-77. A sua imagem, está no alto da coluna, com a mão pousada num leão (símbolo de poder), com os olhos virados para a Baixa.
Na base do monumento, as imagens alegóricas representam as reformas políticas, educacionais e agrícolas que efectuou. As figuras de pé representam a Universidade de Coimbra, onde criou uma nova Faculdade de Ciências. As pedras partidas na base do monumento e as ondas representam a destruição causada pelo Terramoto de 1755. As esculturas e inscrições no pedestal que relatam as proezas de Pombal podem ser vistas seguindo a passagem subterrânea para o centro da praça. A calçada em volta da rotunda está decorada com as armas de Lisboa.

Outrora chamada de Rotatória, foi aqui que tiveram lugar os acontecimentos decisivos que levaram à Proclamação da República Portuguesa em 5 de Outubro de 1910.

Artesanato português

Jantarzinho típico brasileiro, nesta cantina adorável (Filé à cavalo com frutas)

Fonte: wikipédia, google.

6 comentários:

Mr. Lemos disse...

Caramba, que viagem fantástica! O post tá ótimo e recheado de informações, mas a melhor parte pra mim são as comidas. Morri de fome só de ver. Saudade de Lisboa...
abracos

Wagner, DUBLIN disse...

Ernani...eu adoro fotografar, as comidas...porque depois a gente nem lembra o que comeu, nestes dias de corre-corre...grande abraço.

º°● Piter disse...

Qnta comida gostosa é essa? sr

Descobri o blog hoje e estou muito feliz com o que encontrei. Estou indo para Irlanda final do mês, estudar assim como a maioria das pessoas que vão encontrei pouquissssimas coisas sobre o mundo gay de lá, recepção do povo, noite etc.

Vou vasculhar seu blog todo!

ABraçs

Wagner, DUBLIN disse...

Sim, sim Piter...vá, conte sua estória, e seja Feliz na Irlanda...eu ameiiiii...grande abraço.

Flá disse...

nossa eu já tava louca pra conhecer Portugal, agora mais ainda...depois de ler esse teu post...e com toda essa comilança...ai ADOROOOO, não nego!!! e quero muito ir ao castelo de São Jorge tb....well done, amazing pics!!! see u

Wagner,Pindamonhangaba disse...

Boa viagem Flavia, divirta-se e aproveite ao máximo. Lisboa é realmente linda..beijo grande.